Gravidez

• Anestesia epidural

O trabalho de parto e o parto são normalmente dolorosos. A finalidade da anestesia epidural é aliviar as dores e permitir à futura mamã dar à luz sem sofrimento.

A anestesia epidural, é uma forma de analgesia que se aplica mediante uma punção nas costas, para aliviar a dor durante o trabalho de parto.
É aplicada por um anestesista, e não insensibiliza o corpo todo, mas sim do umbigo para baixo, de maneira que a mulher permanece desperta e consciente.
Desde Abril de 2009, o anestesista faz parte da equipa obstétrica da Maternidade Dr. Francisco Feitinha, da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano. Quando a mãe recebe anestesia epidural, ele permanece junto dela durante todo o trabalho de parto, e controla o seu nível de analgesia assim como a tensão arterial, o pulso e os outros sinais vitais.

Anestesia v/s analgesia, embora se conheça como anestesia, na realidade no trabalho de parto, trata-se de uma analgesia.
Os anestésicos locais suprimem a dor mediante a indução de um estado de insensibilidade pela interrupção dos circuitos nervosos responsáveis pela condução da dor ao cérebro.
Consoante a dose utilizada, provocam, ao mesmo tempo, um bloqueio motor que impossibilita o movimento, e transformam a analgesia em anestesia para o acto cirúrgico.
Quando a anestesia é geral, soma-se, além disso, um estado de inconsciência e posterior amnésia.
A analgesia epidural que se utiliza no parto alivia a dor mas não afecta a motricidade, de modo que mamã pode permanecer em pé e andar de um lado para o outro. O ideal é aplicá-la uma vez que o colo do útero já desapareceu e a dilatação é de pelo menos 3 ou 4 cm.
Além de atenuar a dor, com a epidural, as contracções uterinas podem tornar-se mais regulares o que favorece a dilatação do colo e assim permitir um parto mais rápido.

A anestesia epidural e a raquidiana não são a mesma coisa, embora em ambos os casos o produto se administre mediante a introdução de uma agulha, o sítio da injecção não é o mesmo: a epidural aplica-se no espaço peridural, enquanto que na raquidiana, a agulha atravessa a membrana duramáter e o anestésico injecta-se no líquido cefalorraquidiano.
Diferente da epidural, que não impede o movimento das pernas, a analgesia raquidiana também produz um bloqueio motor. Hoje em dia, utiliza-se especialmente nas cesarianas.

A perfusão endovenosa é recomendada, para prevenir a hipotensão, um dos efeitos secundários dos anestésicos, antes da epidural costuma administrar-se uma solução salina por via endovenosa em gota a gota, a fim de aumentar o volume de líquido que circula pelos vasos sanguíneos.
Começa a fazer efeito, cerca de 10 minutos depois da aplicação analgésica epidural quando a mulher já começa a sentir alívio; a dor que acompanha cada contracção vai diminuindo de forma gradual, até que deixa de experimentar-se por completo ao fim de 15 minutos.
O efeito bloqueante inicia-se nos dedos do pés e sobe até atingir a zona abdominal e desaparece de maneira inversa. Por outro lado, a anestesia raquidiana, começa a fazer efeito rapidamente e de súbito.
Ao longo do trabalho de parto adiciona-se o produto para manter o efeito desejado que só desaparece ao fim de cerca de 3 horas.

O movimento de “puxar”, não é anulado desde que se aplique a quantidade correcta de produto. Mas, mesmo sem sensibilidade, a gestante pode efectuar movimentos expulsivos de acordo com as indicações do obstetra ou da enfermeira-parteira.
A anestesia que chega ao feto é mínima, porque as doses que se administram são muito pequenas e os produtos utilizados não tem efeitos nocivos.

Se a grávida não quiser receber anestesia,  pode manifestar esse desejo, sabendo que em algumas situações a anestesia não é uma opção mas uma indicação clínica imprescindível no caso de partos instrumentais..

Contraindicações para a epidural

A anestesia epidural deve evitar-se nos seguintes casos:
• Perturbações de coagulação no momento do parto.
• Insuficiência cardíaca.
• Infecções no sítio de colocação do catéter.
• Perturbações neurológicas.

 

• Preparar a mala para a MATERNIDADE

Durante as aulas de preparação do Parto, ministradas na nossa Maternidade desde 2008 por um grupo de enfermeiras-parteiras, questione quais as suas sugestões ou recomendações e seleccione o que emalar de acordo com a estação do ano.

Para a futura Mãe:

artigos de higiene:
• escova de dentes, dentrífico; • escova, pente, ganchos para o cabelo; • gel de banho, champô, desodorizante e pensos higiénicos;
peças essenciais:
• produto específico dos mamilos e discos de amamentação; • toalha de banho e de rosto; • 2 camisas de dormir folgadas com abertura à frente, 2 “soutien´s” de amamentação e a cinta pós-parto sugerida ; • 3 cuecas descartáveis, um robe e 1 par de chinelos; • uma muda de roupa e calçado prático; • o telemóvel e documentos pessoais

Para o Bebé:

• manta, 2 gorros, 1 par de luvas, 3 pares de meias quentes; • 3 bodies com botões à frente e 3 babygrows  com abertura nas pernas; • fraldas para recém-nascido; • toalhetes macios, não esterilizados para limpar o corpo e rabinho do bebé; • compressas esterilizadas para limpar os olhos e orelhas; • soro fisiológico e creme suave e hidratante corporal